Operação Resgate: Gaeco investiga suspeita de desvio de recursos destinados à causa animal

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Uma operação deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Paraná, nesta quinta-feira (17), colocou sob investigação pessoas ligadas à administração de uma entidade de proteção animal em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba.

Batizada de Operação Resgate, a ação apura suspeitas relacionadas à destinação de recursos que deveriam ser utilizados em atividades de atendimento e cuidado de animais.

Ao todo, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em seis endereços de Campo Largo e em outro imóvel localizado em Londrina. As ordens judiciais foram expedidas a partir de pedido apresentado pela 1ª Promotoria de Justiça do Foro Regional de Campo Largo.

Entre os locais vistoriados está um imóvel na Rua Generoso Marques, na região central de Campo Largo. Conforme informações obtidas pelo Política Velho Oeste, o endereço estaria relacionado à responsável pelo Instituto SOS 4 Patas, entidade que atua na proteção e no resgate de animais.

Durante o cumprimento dos mandados, equipes do Gaeco recolheram aparelhos celulares, documentos e outros materiais considerados relevantes para a investigação. O conteúdo deverá passar por análise para auxiliar na apuração da origem, movimentação e eventual destinação irregular dos recursos investigados.

Investigação ainda está em andamento

Até o momento, o Ministério Público não informou oficialmente o valor dos recursos que estão sob investigação nem detalhou publicamente a origem das verbas que teriam sido alvo das suspeitas.

Também não foram divulgadas, nesta etapa, eventuais acusações criminais definitivas contra os investigados.

A operação ocorre, portanto, dentro de um procedimento investigativo. A autorização judicial para as buscas permite aos investigadores acessar e recolher documentos e dispositivos que possam contribuir para esclarecer os fatos.

A análise desse material poderá indicar se houve irregularidades, quais pessoas eventualmente participaram dos fatos investigados e qual teria sido a destinação dos recursos.

Instituto SOS 4 Patas atua há anos em Campo Largo

O Instituto SOS 4 Patas mantém atuação voltada à proteção animal em Campo Largo. Segundo informações divulgadas pela própria entidade, o projeto foi criado há cerca de 13 anos e trabalha com resgate de animais abandonados ou vítimas de maus-tratos, atendimento veterinário e encaminhamento para adoção.

A responsável pela instituição, Mariane Mazzon, também já havia se manifestado publicamente neste ano sobre questionamentos envolvendo o funcionamento financeiro da entidade.

Em abril, após uma reportagem da TV Campo Largo, Mariane afirmou que o instituto mantinha aproximadamente 700 animais e que não recebia repasses públicos destinados ao custeio da estrutura. Na ocasião, também explicou que determinadas adoções envolviam valores destinados, segundo ela, ao ressarcimento parcial de despesas relacionadas aos animais.

A responsável pelo instituto sustentou ainda que os recursos recebidos eram utilizados nas despesas da própria entidade e defendeu a transparência na administração.

Essas declarações foram feitas antes da atual operação e representam a versão apresentada pela responsável e pelo instituto naquele momento.

O que o Gaeco busca esclarecer

Com a apreensão de celulares e documentos, a investigação entra em uma fase de análise de informações que podem ajudar a reconstruir a movimentação dos recursos sob suspeita.

Entre os pontos que deverão ser esclarecidos estão a origem das verbas, a forma como foram administradas e sua efetiva destinação.

Neste momento, a realização das buscas não significa, por si só, comprovação de crime ou responsabilidade definitiva. Os elementos apreendidos ainda precisam ser analisados pelo Ministério Público e, conforme o avanço da investigação, poderão surgir novas informações sobre o caso.

O Política Velho Oeste acompanha o andamento da Operação Resgate e atualizará as informações à medida que houver manifestações oficiais das autoridades responsáveis pela investigação.

Responsável Editorial: Robson Leandro Nequel (Editor)

Assessoria Juridica: Vitor Finatto Advogados Associados

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