Saque de R$ 300 mil na Alep leva PF a abordar Mauro Moraes
O deputado estadual Mauro Moraes, candidato à reeleição pelo PL, foi abordado por policiais federais à paisana nesta sexta-feira, 2 de outubro, no pátio da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep). A abordagem ocorreu diante de uma agência do Itaú instalada na Casa, após denúncia à Polícia Federal (PF) de um saque de cerca de R$ 300 mil. A ação aconteceu a dois dias do primeiro turno das eleições de 2026, em 4 de outubro, e atinge um aliado de Sergio Moro, candidato do PL ao governo do Paraná.
A Polícia Federal (PF) realizou operação nesta sexta-feira, 2 de outubro, em uma agência do banco Itaú instalada dentro da Assembleia Legislativa do Paraná (Alep), em Curitiba, e teve como alvo um deputado estadual Mauro Moraes (PL). A informação chegou ao Blog e ainda não foi confirmada oficialmente. A ação ocorre a dois dias do primeiro turno das eleições de 2026, marcado para 4 de outubro
Segundo o relato recebido e confirmado pelo Blog, o parlamentar é apoiador de Sergio Moro, de Filipe Barros (PL) e de Deltan Dallagnol (Novo). O Blog enviou questionamento à PF e aguarda resposta antes de divulgar o nome do deputado.
Moraes é um primeiros deputados a declarar apoio à candidatura de Moro e, inclusive, em caso de vitório do senador, é cogitado para assumir a Secretaria de Segurança Pública.
A informação inicial é de que a operação teria envolvido uma mala de dinheiro, mas, agora fala-se em mochila com R$ 300 mil. O deputado declarou a agentes federais que a origem do dinheiro é lícida, enquanto mandados judiciais foram cumpridos. O escritório do parlamentar no bairro Boqueirão foi alvo de busca e apreensão.
Operação policial não equivale a condenação, e a presença de dinheiro em espécie, por si só, não configura crime. A responsabilidade de cada envolvido só pode ser definida pelas apurações e, se for o caso, pela Justiça. Esse cuidado vale para qualquer parlamentar, de qualquer partido.
O endereço da ação, porém, tem peso político. Uma agência bancária funciona dentro da sede do Legislativo estadual, onde circulam deputados, assessores e servidores. Qualquer diligência da PF nesse espaço tende a gerar perguntas sobre a origem dos recursos e sobre a eventual ligação com mandato, gabinete ou atividade política.
O caso atinge um grupo que construiu parte do discurso político no Paraná sobre combate à corrupção e moralidade pública. Se o vínculo do deputado com Moro, Deltan e Filipe Barros se confirmar, o episódio pode produzir desgaste para esse campo na reta final da eleição. O tamanho desse efeito dependerá do que a PF informar sobre o objeto da investigação e do papel do parlamentar nela.
Até agora, não há manifestação pública do parlamentar, do PL, de Moro, de Filipe Barros ou de Deltan Dallagnol. O espaço segue aberto para todos. A Alep e o Itaú também poderão se manifestar.
Extraoficialmente, um dirigente do PL disse ao Blog do Esmael que o partido não tem compromisso com malfeitos e que ações isoladas de filiados não atingem as candidaturas majoritárias de Moro, Deltan e Filipe Barros.
Crédito: https://www.esmaelmorais.com.br/pf-operacao-itau-alep-deputado-pl-curitiba/
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