PSDB perde força em São Paulo, mas segue peça-chave nas articulações para 2026

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Por que Tarcísio e Haddad disputam aliança com PSDB em SP

O PSDB, que por décadas foi protagonista na política paulista, enfrenta um cenário de perda de influência desde a derrota nas eleições de 2022. Mesmo assim, a legenda ainda ocupa uma posição estratégica nas articulações para o pleito de 2026, sendo alvo de disputas entre dois dos principais nomes da política estadual.

De um lado, o atual governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) busca aproximar os tucanos de sua base. Recentemente, ele se reuniu com o deputado federal Aécio Neves, presidente nacional do partido, e com o pré-candidato ao governo paulista Paulo Serra. Nos bastidores, aliados do governador demonstram confiança na possibilidade de uma aliança já no primeiro turno.

Na outra ponta, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) enxerga no PSDB uma oportunidade de ampliar diálogo com o eleitorado de centro, especialmente no interior do estado. Integrantes de seu grupo político avaliam que há setores dentro do partido dispostos a construir uma frente contra o bolsonarismo, o que poderia aproximar tucanos e petistas.

Divisão interna

O PSDB vive um momento de debate interno sobre seus rumos. Parte mais tradicional da sigla, conhecida no passado como “tucanos cabeças brancas”, tende a adotar uma postura mais moderada e aberta a alianças ao centro. Já quadros mais jovens demonstram maior inclinação ao diálogo com o grupo político de Tarcísio.

Segundo Paulo Serra, as conversas seguem em andamento, embora ainda sem definições formais após o período da janela partidária. A expectativa é que, a partir dos próximos meses, o partido estabeleça suas prioridades e direcione sua estratégia eleitoral.

Perda de espaço político

O enfraquecimento do PSDB em São Paulo também se reflete nos números. A legenda, que já teve uma das maiores bancadas na Assembleia Legislativa, perdeu espaço significativo nos últimos anos, com a migração de deputados para outras siglas, como o PSD.

No cenário municipal, a queda foi ainda mais expressiva: o partido passou de 176 prefeitos eleitos em 2020 para apenas 21 após as eleições de 2024. No mesmo período, o PSD avançou e conquistou mais de 200 prefeituras no estado.

Papel decisivo

Apesar da redução de sua presença institucional, o PSDB ainda mantém relevância política por sua história, capilaridade e capacidade de articulação. Em um cenário de polarização, o partido pode desempenhar papel decisivo na formação de alianças e no equilíbrio de forças na disputa eleitoral paulista.

Os próximos meses serão determinantes para definir qual caminho a legenda seguirá, e com qual dos principais grupos políticos irá caminhar nas eleições de 2026.

Responsável Editorial: Robson Leandro Nequel (Editor)

Assessoria Juridica: Vitor Finatto Advogados

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